Produtos da Valorização de Resíduos

O processo de tratamento e valorização de resíduos permite dar nova vida às matérias primas e obter produtos que voltam a entrar no ciclo de produção e de consumo. Esta realidade dá força e demonstra a viabilidade de uma Economia Circular, que na prática permite poupar matérias primas virgens e fomentar a utilização de matérias primas secundárias. Na EGF, este processo faz parte do nosso ADN há já vários anos. Os processos produtivos são concebidos e explorados para que os seus sub-produtos sejam aproveitados com o máximo de eficiência.

Produtos

Os produtos resultantes da valorização de resíduos que se encontram disponíveis ao mercado, são MATERIAIS para reciclar, CORRETIVOS ORGÂNICOS, AGREGADO proveniente da incineração de resíduos e ENERGIA.

Energia elétrica

Na EGF a produção de energia é um vetor de inovação, e toda a energia produzida através dos resíduos é exportada para a Rede Elétrica Nacional. Essa energia é produzida pela Central de Valorização Energética da Valorsul, mas também nos Aterros Sanitários e em Unidades de Digestão Anaeróbia existentes em vários pontos do país. A produção de energia na EGF em 2015 foi de 520 Gwh/ano.

Materiais para reciclar

Recolher e enviar para reciclagem matérias primas com tantas possibilidades de valorização é uma tarefa diária que inclui os seguintes materiais: papel e cartão; vidro; plásticos de embalagem (filme, PET, PEAD, EPS, Plásticos mistos e ECAL); metal de embalagem (alumínio e aço); plásticos não urbanos e/ou não embalagem; metais não embalagem; madeira; e resíduos elétricos e eletrónicos (REEs).

Estes materiais, após separação nas nossas unidades de triagem, são encaminhados para a indústria da reciclagem.

Corretivos Orgânicos

As empresas do Universo EGF produzem corretivos orgânicos nas suas unidades, a partir do tratamento e compostagem da fração orgânica de resíduos urbanos ou de resíduos verdes.

 

A utilização dos corretivos orgânicos EGF é altamente vantajosa nos principais sistemas agroflorestais, nomeadamente em culturas agrícolas, arbóreas e arbustivas, nomeadamente vinhas, pomares, olivais e espécies silvícolas.

 

Os corretivos orgânicos são produtos naturais, sem aditivos químicos que promovem um efeito positivo no crescimento e produtividade das culturas, incrementando as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, como a retenção da água, o arejamento e o aumento e diversificação da atividade microbiológica do solo

 

No conceito de economia circular os resíduos orgânicos são na sua totalidade utilizados como recursos para produção de corretivos orgânicos do solo, elementos fertilizantes, substratos de cultura e germinação e desenvolvimento de outros produtos inovadores.

 

A reutilização destes resíduos orgânicos permitirá a substituição da utilização de fertilizantes minerais produzidos com recurso a hidrocarbonetos, a substituição parcial ou total de utilização de turfas e rochas minerais ricas em fosfatos.

 

Agregado para construção rodoviária

O agregado para construção rodoviária é um produto resultante da valorização energética dos resíduos urbanos da região de Lisboa, que passa ainda por um tratamento e valorização de escórias numa instalação dedicada.

A obtenção deste produto obedece a um criterioso controlo de produção em fábrica, que no final é o Agregado 0/31,5 (AEIRU - Agregado artificial proveniente de Escórias de Incineração de Resíduos Urbanos), cuja produção está em conformidade com as especificações da NP EN 13242:2002 + A1:2010.

Este produto de construção, com Marcação CE, tem como utilização prevista a construção rodoviária, nomeadamente para camadas não ligadas de base e de sub-base de pavimentos rodoviários.

O Agregado 0/31,5 (AEIRU) é submetido a ensaios regulares de modo a assegurar que o produto colocado no mercado está de acordo com as características declaradas na sua Declaração de Desempenho.

CDR - Combustível derivado de resíduos

O CDR da EGF é o material final que resulta do processo de triagem, tratamento mecânico e biológico, após serem retirados todos os materiais valorizáveis.

Este material apresenta um elevado poder calorífico e pode ser utilizado como combustível em substituição da utilização de combustíveis fósseis. É constituído maioritariamente por plásticos, derivados de papel, borrachas, têxteis e madeira que não têm condições de serem reciclados.

A utilização de CDR permite uma significativa redução de emissões de CO2, e em Portugal já existe um mercado consumidor de CDR que inclui cimenteiras, centrais termo elétricas, indústria de pasta e papel ou a indústria cerâmica.