16 SETEMBRO 2016

A EGF mancou presença no 17º Encontro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que teve lugar em Guimarães, e que reuniu cerca de 400 especialistas mundiais das áreas dos resíduos e da água. O evento foi uma iniciativa da Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária (APESB), que convidou o presidente da EGF, Ismael Gaspar, a integrar um painel de oradores que debateram a problemática do financiamento do setor. Ismael Gaspar Presidente da EGF “Neste momento precisamos que o país resolva de uma forma definitiva a estabilidade do nosso setor bancário. Enquanto não existir essa estabilidade e não estiverem reunidos os indicadores de confiança necessário para que os investidores invistam em Portugal, vai ser difícil dar resposta a essa necessidade de investimento. O que temos verificado nos últimos anos é que o investimento público está praticamente reduzido a zero, o que conjugado com o estado atual do nosso sistema bancário conduz à paralisia do investimento. Sem estas premissas estarem resolvidas será difícil conquistar o apoio de entidades como o Banco Europeu de Investimento ou outras instituições internacionais que olhem com confiança para o nosso país” - declarações de Ismael Gaspar. O 17º ENASB decorre numa altura em que se discute o atual modelo de desenvolvimento na área do Ambiente e se analisa uma mudança de paradigma. A Engenharia Sanitária e Ambiental desempenha um papel fundamental na saúde e bem-estar das pessoas, pelo que se torna fundamental promover um balanço do trabalho desenvolvido, assim como discutir os passos seguintes para encarar novos desafios, integrando todos os agentes na procura de soluções sustentáveis, que a nível económico, social e ambiental garantam o cumprimento das metas estabelecidas. Ismael Gaspar Presidente da EGF “O caminho é apostar na melhoria da eficiência da prestação do serviço, na diminuição do custo desse serviço e na satisfação dos clientes, que no fundo são os cidadãos. As questões ambientais estão muito presentes no nosso dia-a-dia e não podemos pensar que as nossas cidades têm o seu problema resolvido, porque tanto no setor da água como no setor dos resíduos, há uma margem de melhoria de eficiência bastante grande. É importante termos este tipo de discussões e é fundamental que os diversos agentes que trabalham nesta área tentem alinhar as suas perspetivas para que as decisões a tomar e os planos a desenvolver sejam os mais consolidados e tenham a maior margem de consenso possível, para que esteja garantido o sucesso da implementação. Também é fundamental que nós cidadãos tenhamos consciência que a melhoria do meio ambiente tem um custo e portanto temos de estar preparados e disponíveis para também alterarmos os nossos comportamentos.” A sessão de encerramento do evento contou com a presença do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que aproveitou a ocasião para reiterar o apoio do Governo à internacionalização, num elogio às empresas de engenharia portuguesas pela capacidade de fazer o melhor em condições nem sempre favoráveis. Ao longo de 3 dias, o Encontro de Engenharia Sanitária e Ambiental reuniu assim centenas de técnicos de Autarquias, Entidades Gestoras, Universidades e Organismos de Investigação, Empresas de Construção e Equipamento, Consultoria e Serviços.